DC
Mas ela quer o sol, a lua, a madrugada...

verborizar:

“Eu tô quebrada. E cada vez que isso acontece, um pedaço fica sem encaixe, sem lugar. De pedaço em pedaço, estou diminuindo. Algum dia ainda sumo.”

Cut the rope and let me fall.


romantizado:

“A gente acha que já superou, que já esqueceu. Mas tem horas que o coração aperta de novo, né?”

Um Dia.  


Com o passar do tempo, tudo na vida ganha mais clareza, mais conhecimento, ganha mais verdade. Chego nos meus 20 anos sabendo que essa é a hora da decisão, de querer optar por mim; Chego nos meus 20 anos conhecendo mais as pessoas que me cercam, reconhecendo os verdadeiros; Chego nos meus 20 anos sabendo que a vida é uma grande caixa de surpresas e que ela ensina a ser forte, ensina a ser gente, ensina a viver; Chego nos meus 20 anos sentindo falta de muita coisa, pessoas, lugares, momentos, e com o coração recheado de saudades; Chego nos meus 20 anos querendo ser o melhor de mim; Chego nos meus 20 anos agradecendo a Deus por ter chegado até aqui sem me perder de mim, sem me esquecer de quem eu sou; Chego nos meus 20 anos e reconheço que errei algumas vezes, que falhei com algumas pessoas (e comigo mesma), reconheço que depositei confiança em quem nem disso entendia e acabei me decepcionando; Chego nos meus 20 anos encorajada, apesar dos desgostos que praticamente me completam; Chego nos meus 20 anos sabendo valorizar tudo que tenho; Chego nos meus 20 anos querendo ser cada vez mais eu, sem perder o sorriso, sem perder a Fé em Deus, sem me perder de mim. Chego nos meus 20 anos feliz, graças a Deus! Chego nos meus 20 anos querendo que cheguem mais 20, mais 30 anos… Querendo que chegue uma vida toda para poder viver; Enfim, chego nos meus 20 anos com muito amor, alguns amigos e um Sonho.


Caio Fernando de Abreu. (via romantizado)
Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura.

Fabricio Carpinejar.  (via poesografa)
Olho o céu com paciência. O azul não me cansa. Uma ave voando não significa que está partindo. Uma ave voando pode estar regressando.

Gabito Nunes.   (via abreviadas)
Mas não existe recomeço sem um fim. E no final das contas, ninguém dá adeus, do amanhã não se sabe. Vai que um dia, numa determinada situação, em algum bar de esquina, nos encontraremos novamente? Nenhum amor é eterno.

Gabito Nunes. (via expurgar)
A última vez que senti que precisava dele? No show do Bob Dylan que ele não quis ir comigo, achou o ingresso muito caro pra quem não curte muito Bob Dylan. Bom, eu disse que ia sozinha e fui, não quis nem saber. Chorei o setlist inteiro, com ênfase em “You Belong To Me”. E o engraçado é que nunca choro na frente dele, ele deve me achar uma dinossaura insensível. Ah, se o espelho do banheiro falasse. Era meu sonho ver o cara e eu queria que ele estivesse comigo lá. Foi quando eu me dei conta. Preciso de quem amo para compartilhar tudo aquilo que sonhei. Ou não faz sentido.

Mary, Poetizei o silêncio (via docearei)
Já está tarde.
Nessas madrugadas frias
a caneta e o caderno
são minhas únicas companhias,
a folha transborda palavras
e as inevitáveis marcas
de lágrimas.

A Menininha de Verde. (via srtaruiva)
E mesmo sabendo o final, ainda escolheria você.

Bipolar.   (via eternismo)
Bom, eu nunca tive alguém que ficasse o bastante.

Caio Fernando Abreu. (via velejo)
Você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeito, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente.

Tati Bernardi.  (via velejo)
A gente não se apaixona por quem vive reclamando e amassando jornais contra a parede. A gente se apaixona por esses tipinhos banais que vivem rindo. E a gente se pergunta: O que é que ele tem que brilha tanto? Que é que ele tem que quando chega ofusca todo o resto?

aprendizdepoeta:
“anastomosepoesia
”
Martha Medeiros. (via clamaivos)
Parece absurdo que alguém possa sofrer num dia de céu azul, na beira do mar, numa festa, num bar. Parece exagero dizer que alguém que leve uma pancada na cabeça sofrerá menos do que alguém que for demitido. Onde está o hematoma causado pelo desemprego, onde está a cicatriz da fome, onde está o gesso imobilizando a dor de um preconceito? Custamos a respeitar as dores invisíveis, para as quais não existem prontos-socorros. Não adianta assoprar que não passa. Tenho um respeito tremendo por quem sofre em silêncio.

Cidades de Papel.    (via garoto-sz)
A gente ia ser feliz, a gente ia ser um do outro, a gente ia … ia… ia… E não foi.